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Copacabana, No Rio de Janeiro Em Defesa da Democracia, Contra o Racismo, Pela Reparação e Pelo Bem Viver
Resumo
- Esse foi o tema escolhido para a 12ª edição da Marcha das Mulheres Negras no Rio de Janeiro para reivindicar políticas públicas que enfrentem as desigualdades históricas e o racismo, promovendo a justiça social e condições de vida dignas para a população negra.
- Vale do Café comemora 70 anos da Mestra Fatinha e encontro dos Jongos.
- A marcha foi realizada logo após o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela, comemorado neste sábado (25).
- A coordenadora do Fórum Estadual das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, Clátia Vieira, destacou que o bem-estar é o objetivo final e só será alcançado com medidas de reparação.
Milhares de mulheres negras marcharam neste domingo (26) em Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ) em defesa da democracia, contra o racismo, por reparação e pelo bem viver. Esse foi o tema escolhido para a 12ª edição da Marcha das Mulheres Negras no Rio de Janeiro para reivindicar políticas públicas que enfrentem as desigualdades históricas e o racismo, promovendo a justiça social e condições de vida dignas para a população negra. A marcha foi realizada logo após o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela, comemorado neste sábado (25).
A coordenadora do Fórum Estadual das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, Clátia Vieira, destacou que o bem-estar é o objetivo final e só será alcançado com medidas de reparação. "Primeiro, ouvir as mulheres negras, e segundo, colocar o racismo como uma agenda estrutural da sociedade. A ligação entre o racismo e o capitalismo que mata as mulheres negras, que as deixa desempregadas, que as faz experimentar instabilidade económica, política e social.
12ª Marcha das Mulheres Negras no Rio de Janeiro, na orla de Copacabana. - Tânia Rêgo/Agência Brasil A educadora Bárbara Carine participou da marcha junto com toda a família e considera importante incluir as crianças nos espaços de mobilização. “Acredito que a política está no processo de entender quem somos, nossos direitos e o quão longe ainda estamos de onde deveríamos estar.
A marcha é um momento para pensar sobre nossos avanços históricos, para celebrar nossa jornada, mas principalmente para olhar para um futuro de bem viver. Queremos ir além das questões de sobrevivência, disse ele. A vereadora do Rio Marielle Franco, assassinada em 2018 em um crime com motivação política, mais uma vez apareceu como símbolo de luta em faixas, camisetas e discursos.
A mãe de Mariele, Marinete Silva participou do evento. “Marielle esteve na passeata de 2017 e tinha que estar aqui hoje, na rua com mulheres negras. Ela foi derrubada, mas não deixa a gente ficar calado.
A participação política das mulheres é essencial e foi também o seu projeto. Então é importante a gente vir”, disse Marinete. Ao longo da marcha, os discursos políticos foram intercalados com apresentações artísticas, de grupos como Afrolaje, Angoleiras e Obara Ylê de Ouro, que celebraram a ancestralidade, a resistência e a produção cultural negra. O casal Cinthia Garcia e Laísse Santos acredita que esta comemoração é fundamental.”"
Fonte: Agência Brasil