Economia
Orçamento De 2027 Pode Suspender Elegibilidade De Certos Etfs Para O Plano De Poupança Em Ações

Em meados de agosto, o Tesouro surpreendeu o setor financeiro com uma carta enviada a várias associações profissionais, incluindo representantes de bancos, gestoras de ativos e diversas profissões, anunciando uma possível reformulação. A carta, parcialmente vazada online, dizia que o governo considerava usar o projeto de lei de finanças de 2027 para excluir certos ETFs do PEA, um plano criado em 1992 que permite a investidores franceses comprar ações com vantagens fiscais generosas, desde que os investimentos sejam limitados a empresas da União Europeia. Desde 2001, os PEAs estão abertos a ETFs.
Em sua forma clássica, ou "física", esses fundos replicam os índices que acompanham comprando as ações das empresas que os compõem — por exemplo, as 40 maiores empresas francesas para um ETF CAC 40. Fundos que investem pelo menos 75% em empresas europeias conseguiram assim garantir um lugar nos PEAs franceses. Mas alguns conseguiram entrar na lista de ativos elegíveis sem respeitar essa regra, e são esses chamados "ETFs sintéticos" (que usam swaps) que agora estão na mira do governo. Esses fundos permitem que investidores contornem as regras do PEA e ganhem exposição a regiões fora da UE, como Ásia e especialmente os Estados Unidos.
Seus gestores cumprem os critérios de elegibilidade comprando pelo menos 75% de ações de empresas europeias, mas entregam aos investidores o desempenho de outro índice — por exemplo, o S&P 500, que acompanha as 500 maiores empresas dos EUA. O restante do artigo é reservado aos assinantes. O ministério das Finanças poderia usar o orçamento de 2027 para suspender a elegibilidade de certos ETFs, fundos de índice listados, para o plano de poupança em ações — fundos acusados de contornar as regras do esquema. A medida do ministério segue um coro crescente de críticas de que alguns fundos exploram brechas no quadro do PEA, que foi projetado para canalizar poupanças para ações europeias.
Fonte: Le Monde Economie
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